Como, quando e porque você deve falar com seu filho sobre suas origens
“A criança pode suportar todas as verdades”

Uma atitude muito importante para se preservar a saúde mental de uma criança é a de dizer claramente se ela foi adotada ou não. Dados clínicos nos mostram que a “mentira” dentro do contexto familiar, principalmente quando esta se encontra atuando sobre a negação das origens de uma criança, atua como um fator que leva a situação patológica.

A criança adotada se desenvolveu no útero de sua mãe biológica, na maioria das vezes em condições impróprias e sentindo-se rejeitada. Os pais adotivos não podem negar esta “pré-história” do bebê, até porque ele mesmo viveu isso. É claro que tais informações nunca chegarão a mente em forma de lembrança, mas isso não quer dizer que elas não estejam armazenadas em algum lugar deste indivíduo.

O fato da “pré-história” do bebê ter sido “difícil” não significa que por isso ele será uma criança mais infeliz ou pior do que outra.

Por que não se deve mentir?

Porque uma mentira nunca terá o status de verdade. Quando se mente sempre paira o “fantasma da verdade”, sempre existem tropeços, enganos e certo mal-estar familiar (por mais que os próprios pais muitas vezes não percebam isso). É dentro desse contexto que se formam freqüentemente distúrbios psicológicos na infância.
Ao adotar uma criança você não precisa tornar público esse ato, mas é muito importante que ele seja dito em âmbito privado, isto é, na família.

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